Mostrando postagens com marcador CHRISTINA ACHUTTI TREVISAN. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CHRISTINA ACHUTTI TREVISAN. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Queridos,
Jussara estava dando uma passadinha por aqui e resolvemos fortalecer o segmento feminino dos MMs.
Muitas deliberações, ATA secreta!
Brindamos a todos!
Beijo
Christina Trevisan

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

15 anos da Chris


Aaaaaaaahhhhhhhhh!!!!!  Não acredito!!!
Como boa Mônica que sou, ou que me tornei, eu já estava preparando meu Coelho Azul para dar na sua cara caso você não se manifestasse!!!!  
Demorou, mas arrasou!!!
Agora fui obrigada a tirar as fotos dos meus 15 anos do baú!!!
Vão abaixo 4 fotos: turma dos meninos (com Nabor na ponta direita em uma das fotos) e turma das meninas.
Divirtam-se e não me peçam para identificar as pessoas.

Se achem!
Bjs. Chris
 
 
 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

ENTRE FEZES E ÁGUA

Bom, como o Presidente Jacob ampliou as fronteiras da nossa memória até o primário e ginásio, me atrevo a contar mais uma história.
E também porque li o nome do ilustre colega Henrique Ustra Soares, o qual não participou da OPA, mas estará na nossa comemoração. 
Não é justo que ele permaneça impune. 

ENTRE FEZES E ÁGUA 

O alvoroço era grande na turma do anexo de madeira.
Como já disse o Presidente Jacob, eram três salas mas éramos uma turma só. 
As portas ficavam abertas, e seguidamente havia um, dois, três ou quatro alunos passeando pelo corredor (acho que varanda define melhor aquele corredor aberto, com piso de sarrafo de madeira), fingindo que ia ao banheiro e fazendo tráfico de informações.
Cada um especulava do seu jeito e o ti-ti-ti corria solto!
Seria a nossa primeira aula de Química, e a professora era nada mais nada menos que a esperada musa das “propriedades periódicas da tabela de Mendeleiev”: Dona Gláucia Ustra Soares.
Temida, competente, respeitada, e muito chique! E além de tudo, para nossa inveja mortal, madrinha ou amiga pessoal do Asdrúbal.
A primeira aula da Prof. Gláucia era famosa! Rezava a lenda que ela sempre surpreendia os alunos com alguma pegadinha.
Todos esperavam ansiosos, cabeças e corpos para fora da sala.
Quando ela apareceu no final do corredor, correria geral! 
Como por encanto as peças do quebra-cabeça humano se encaixaram e num segundo estávamos todos sentados nas nossas carteiras, eretos, perfilados e em silêncio.
Ela entrou majestosa, chiquérrima, pisando firme e macio.
Cumprimentou a todos e depositou sobre a mesa de madeira (ainda era madeira!) dois vidros tampados: um marrom e outro com um líquido cristalino.
Disse que naquela aula iria nos dar a chave para a compreensão de todo o aprendizado da Química.
Silêncio total, respirações compassadas, olhos bem abertos, curiosidade!
Todos queriam saber o que estava por vir!
Apontou para o vidro marrom e disse: este vidro contém fezes.
Murmúrio geral! Ânsia de vômito, bocas torcidas!
Apontou para o outro vidro e disse: este contém água limpa.
Alívio!
Achamos que ela iria fazer alguma alquimia inusitada: fezes + água = a alguma explosão de gases fétidos????
Nada!
Calmamente, ela agitou o conteúdo de cada vidro com um pauzinho apropriado e disse: “Agora eu vou colocar o meu dedo no vidro com água” .
E assim ela fez. Depois, colocou o dedo na boca e confirmou: sim, é água pura!
Nós continuávamos imóveis, com os olhos arregalados.
O que viria agora????
E ela continuou com a lição: “Agora eu preciso conferir se no outro vidro tem fezes mesmo. Na química, a checagem dos dados é vital. Cheirar não basta. Alguém se habilita a fazer a mesma coisa que eu fiz com o vidro de água?”
Silêncio, respiração parada, olhos esbugalhados. Ninguém!
“Então eu mesma vou conferir.”
Petrificados!!!!
Ela colocou o dedo no vidro com fezes, levou-o à boca e solenemente degustou o conteúdo.
“Sim, são fezes”, disse ela.
Desfalecemos!!!!
Alguns vomitaram silenciosamente no estojo de canetinhas.
Nem por um segundo nos passou pela cabeça questionar nada!
Ela limpou as mãos em um imaculado pano branco e convidou um dos alunos ( provavelmente, tenha sido um dos exibidos que sentavam na primeira classe) a cheirar o conteúdo para tirar a prova. Mas ele recusou.
E Dona Gláucia continuava chique e segura, apesar de ter acabado de dar uma boa lambida em um dedo cheio de fezes.
Então, disse ela, alguém é capaz de dizer como eu fiz isso?
Aí a turma desparalisou e cuspimos as mais estapafúrdias hipóteses: misteriosas e complexas reações químicas de síntese, decomposição ou de simples troca!
Mas ninguém acertou!
A aula já estava chegando ao fim e a Cirilinha já ia tocar a sineta!
E Jacob ainda não havia criado a Sirmonele!
Nossa curiosidade era maior que o nojo! Queríamos saber.
Solenemente, ela saiu de trás da mesa de madeira e falou: fiquem pensando, que amanhã eu revelo.
Frustração!!!
Sempre elegante, pegou seu material e foi dar aula para a outra turma. Que também esperava em ebulição.
Alguns, durante a aula, já haviam se arrastado até a outra sala pela passagem secreta (uma tábua de madeira solta no chão da sala de aula) sorrateiramente, para comunicar o que estava acontecendo.
Então, o rebuliço era geral!
Ficamos o dia inteiro elucubrando sobre o segredo de Dna. Gláucia!
O recreio foi um verdadeiro evento, com discussões e apostas calorosas!
Na verdade, ela só desvendou o mistério no dia seguinte, depois de ter dado aula e feito a mesma demonstração para as três turmas.
“Querem saber a verdade? A verdade é que nenhum de vocês tem a qualidade mais importante para ser um bom químico: a observação!”
“Se tivessem observado corretamente, teriam percebido que eu coloquei um dedo no vidro e chupei o outro!”
Risos, indignação, surpresa???? Fácil! Agora todo mundo fingia que já imaginava isso!
E no recreio, com o rabo entre as pernas, cabisbaixos e murchos, mudamos de assunto e não se fala mais nisso!
Seguindo o discurso do Presidente: Mais que barbaridade!
Christina Trevisan

Colegas e correligionários do MR73,

Apesar de o caso já ter sido resolvido, tendo em vista as calorosas opiniões e os argumentos brilhantes contra as Matérias que Sobem e os Despachos que Descem (todos eles supervisionados por competentes Pais de Santos e Médiuns do País), acho pertinente, na condição de Assessora Secreta do Presidente Jacob, divulgar algumas manobras de negociações para esse caso.

Vai abaixo a carta enviada por mim (com autorização do Presidente) ao Excelentíssimo Ministro KimKim, revelando um dos grandes segredos do atual MR73.
Esta carta foi determinante para o encerramento do caso e a inocência comprovada dos "réus".

Excelentíssimo Ministro Kimkim,

Eu, Maria Christina Achutti Trevisan, pela autoridade que me foi concedida como filha do seu professor, o Digníssimo Bacharel Dr. Hygino Trevisan, quase Juiz da Comarca de Santa Maria, e casado com a Professora América R. Achutti, ambos fundadores rebeldes participantes do MR1923, o qual deu origem ao atual MR73, venho colocá-lo a par das operações secretas - OPA(Operação Pula Ano) realizadas quando um pequeno e seleto grupo de alunos do Colégio Olavo Bilac foram convocados para participarem dessa operação. 

Tudo foi detalhadamente planejado pelos participantes do MR1923 (Dna. Ivone do Ó era Vice-presidente), para que os alunos em questão fossem REALINHADOS no tempo e no espaço, para que pudessem compor a turma especialíssima em inteligência, subversão e cumplicidade.

Para isso, eles foram observados à distância, seus cérebros detalhadamente escaneados e mimeografados, suas capacidades avaliadas, seus DNAs analisados, e a cúpula do MR1923 chegou à conclusão que sim, na verdade eles eram semelhantes demais à turma que cursava regularmente o quinto ano primário, e fariam muita falta para a coesão, afirmação e atividades do movimento no presente e no futuro (hoje).

Então... PULA ANO!

Uma comissão secreta foi convocada, plano elaborado, professores subornados, estratégias fixadas, e eles foram admitidos na admissão.  

É claro, eles tiveram que ser muito treinados pela pouca paciência da Vice-presidente Ivone do Ó, cujos Ós de fúria e revolta pela missão que lhe foi concedida chegavam sonoros e bravios até a minha casa, a dois quarteirões de distância.

Mas o que importa é que eles são genuínos membros do MR73, brilhantes colaboradores, e corresponderam à altura a todas as expectativas e treinamentos do MR73, inclusive aquela já aqui mencionada, da Galinha e o Pau de Fósforo na Chuva Impiedosa.

  Agora que o nosso digníssimo Presidente Jacob já foi colocado a par de toda essa operação secreta, fica inocentada, portanto, a conivência dos referidos alunos (alguns já vestiram a carapuça, outros permanecem em silêncio, com medo de represálias) com estranho e aparentemente descabido ato.

Sem mais para o momento,
Atenciosamente,

MCAT do MR73

terça-feira, 27 de agosto de 2013

CHRISTINA ACHUTTI TREVISAN

Esta veio de Maria Christina Achutti Trevisan.
Escrita por ela, estragada por mim.

Naqueles tempos idos estudar línguas não parecia indispensável.
Se os filmes eram legendados, certamente os contatos com estrangeiros seriam dublados.
Era a nossa esperança.
Mas o colégio não pensava assim e nos enchia de aulas de inglês e francês.
E não era ruim, se ministrado com competência.
E era o caso da Prof. Alda Pippi. ( Deus um dia aprenderá francês com ela).

Mas os fatos.

Sentados na mesma fileira, dois maravilhosos colegas, Christina e Clóvis Menezes.
Ela tartamudeava e ele gaguejava.
Nota: acho que eles falavam devagar, mas Christina insiste que gaguejavam.
E acrescento que ela era musa no meu 5º ano primário e ele minha alegria, novo colega e já amigo querido.
Novo também na cidade, fazia pouco, Clóvis chegara de Santa Cruz do Sul com sua guitarra, pois tocava baixo ( não altura) num conjunto musical.
E baixo também era o volume do instrumento, para não desafinar a música, creio eu.
Mas a aula? Continuamos nela.
Eu sentava próximo deles. Era o máximo. Ele tentando se entrosar puxava assunto com ela. Ela muito amável dava trela.
Mas que conversa original, imaginem, só para dizer de onde veio, ele levou um período inteiro de aula.
Ela só para dizer que entendeu, mais outro período.
E foi na aula de francês que ficou evidente o trancamento da fala deles.
Entra Alda Pippi na sala com seu tayer azul hortência celeste. Espetacular. Uma varinha numa  mão e uma pasta na outra.
Nessa pasta figurinhas a serem coladas magicamente num quadro de isopor para conduzir modernamente a aula.
Artifícios precursores do  datashow moderno. Turma em silêncio pela rigidez da condução de suas aulas.
Fixados nesse mágico quadro, xícaras, copos de água, de leite e até de cerveja.
Conjugar o verbo “boire”.
Je bois de café, je bois de café au lait, jê bois de la biére, jê bois de la gazeuse.
Sua varinha apontava e todos,ao mesmo tempo, repetiam as frases.
Depois individualmente. Aí vem encrenca imaginei eu a medida que ela se aproximava de Christina e Clóvis.    
Primeiro o Clóvis, girou e baixou a cabeça, apertou a boca, girou no mesmo lugar, bateu com o pé no chão, piscou, trotou mas a frase não saiu.
Risada geral, não por deboche, mas porque qualquer coisa era motivo de riso, tudo era muito, muito engraçado. Até engasgar provocava risadas.
Senhora Alda Pippi achou que era deboche dele, vermelhou, silenciou furiosa e foi em frente.
Mas por ironia da vida, era a vez da Christina. Frase a dizer: Je bois de cóca-colá.
Tranca, torce, gira na ponta dos pés, sacode os cabelos e nada. Era impossível, a filha do Hygino, também provocando a professora?
Isso é o final dos tempos.
-Maria Christina fale, não brinque comigo, me respeite, disse ela.
E para piorar tudo o Clóvis ainda falou:
-Te-te-tenta Chri- chri-chrisssssssssstina, fa-fa-fa-fa-fala.
Aí o mundo dela desabou. Para nós, a glória. Talkshow de dupla, de improviso. Inimaginável.
Até os dois entraram no clima e riram, a Roseli, mais atrás, caiu da cadeira. O circo se completou.
Menos para a professora. Nunca em vinte anos de magistério ela foi tão humilhada. Mas o riso corria solto.
Roxa de raiva, sobrou para a Roseli também. Todos encaminhados a Darcila.
Para piorar, foram as gargalhadas.
E para piorar ainda mais, como iriam explicar os fatos?
Nada foi intencional. Era problema fonoaudiológico. Eles eram vítimas. Culpados foram os que riram.
E a explicação teve que ser intermediada pela Roseli, pois se dependesse deles demorariam umas duzentas horas.

Essa foi contada pela Chris, mas devido a truculência do texto, por gagueira, sofreu adaptações.