sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

PANELA VAZIA

Nota: Mesmo amando a todos, mesmo sentindo falta de todos, mesmo querendo a presença de todos, digo que somos uma panela quase vazia que espera ansiosamente estar divertindo a todos, como estamos nos divertindo, querendo que todos se sintam estimulados a sugerir, solicitar, comparecer ou simplesmente escrever qualquer coisa que sirva de combustível para nos manter unidos. E para quem, pela primeira vez nominou nossos encontros com alcunha de PANELINHA, simpático nome de um utensílio doméstico de utilidade capital em qualquer casa, trago em forma desse singelo texto sentimentos e inspirações vindos do fundo da alma, que é o lugar dessas emoções, guardadas bem juntas das melhores pessoas que moram em nosso lado esquerdo do peito.  


PANELA VAZIA: 


Escavar o solo para arar a terra. Plantar a semente para colher o grão. Fazer a massa para produzir o pão. Pão nosso de cada dia feito com esforço e luta por quem, nas frias madrugadas, abandona o aconchego de seu leito e enfrenta duras jornadas para, com alegria e satisfação, saciar  a fome com o fruto de seu eterno trabalho. E são tantos esses anônimos heróis espalhados pelo mundo unidos pelo amor ao seu trabalho que precisaríamos alguns capítulos da Bíblia apenas para tratar de tão sagrada e antiga profissão. E são tão importantes e tão imprescindíveis que certamente seriamos muito pobres sem a existência deles. Pelo bem que a todos fazem, por produzir tão nobre alimento, faltaria espaço para de todos falar. E, em especial, apenas um exemplo que a todos personifica. E é da família do Ênio que começo a escrever. E deles seria pouco e injusto não traçar paralelos entre a importância do alimento que sempre produziram e sua dedicação as pessoas que os cercam com seus gestos e atitudes de carinho consequência de uma sólida e honrada criação. Da mesma maneira que os pães sempre se prestaram como o mais igualitário de todos os alimentos trazendo a todos a compreensão utópica da igualdade social, nosso querido Enio parece transmitir a todos o desejo que tudo fosse justo, honrado, fraterno e correto. O melhor que a vida possa trazer, essa é seu desejo a todos que com ele convivem. E é do pão, que desde a antiguidade serve de alimento aos homens, que surgiu a inspiração para embalar, pelos cantos do tempo, tão bela família, tão sólida linhagem, tão generosa estirpe. E de seus pais que com tanto esforço criaram tão amados filhos que de apenas um deles, seu querido Ênio, tomado como parâmetro, já podemos compreender a consequência desse esforço, a nobreza de toda uma vida de sacrifícios e a conquista por tantas lutas. Feito massa de pão que cresce tanto mais quanto mais apanha, a vida não começou com farturas e sobras, pois somente após muita luta e tempos de longa e árdua travessia seus pais puderam com orgulho e paz interior olhar para trás e sentir que valeu todo o sacrifício e esforço pela grande família que merecidamente criaram. E é o Enio que nos permite concluir e escrever desses sentimentos que eles transmitem. E é o Enio que tem em si a maior das qualidades, o desejo de querer bem a todos que o cercam, a vontade de distribuir seu amor a todos quantos for possível ele amar. E me incluo nesse enorme grupo de pessoas que, da forma que for possível, sente ter o privilégio de ganhar esse amor. E muito ciúmes poderia sentir das pessoas que dele recebem uma fatia muito maior desse sentimento, por se sentirem mais próximos de seu maravilhoso aconchego. E é por isso que considero que a “panelinha” citada existe realmente no sentido figurado dessa palavra e, por ser assim, poderíamos dizer que ela está quase vazia por faltar em seu interior o melhor dos molhos, o mais saboroso dos temperos, que são vocês todos e muito particularmente meu adorável Enio Krum que tão maravilhosamente reuniu todos outra vez. E nessa “panelinha” muito choro e tristeza em forma de risos e felicidade cabem todos os que a qualquer momento, em qualquer instante, der um pequeno sinal, um simples chamado e certamente essa corrente ficará cada vez mais forte e seus elos permanentemente unidos. O que nos uniu novamente nem um vendaval conseguirá separar. Que tudo de bom ilumine a vida de cada um de nós e para ti Enio um abraço do tamanho do mundo e que eu sempre seja merecedor da amizade de pessoas com tu que melhoram o mundo e fazem dele um lugar digno de se viver. Obrigado por estar entre nós.

Um grande beijo.

Jacob Chamis e panela.      

3 comentários:

  1. O Grupo MR73 é a panela, os seus integrantes são a massa, e o Enio é o fermento que mantém esta massa unida e a faz crescer.
    Junto com o Jacob, Werberich, Marcelo, Kimura, Fox, Chris, M Helena Rigão, Kida, Nabor, Vera, Geca, Bernardete, Cláudio, Marcos, Marco, Wernei, Doval, Flávio, Mário, Aldo..... e todos nós!!! ufa!!!
    Abraços!!!
    LMB

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  2. Caro Ênio,

    Pego carona nas palavras do nosso incomparável escritor e amigo Jacob, com as quais compactuo totalmente. Tu tens uma grande responsabilidade nisso tudo que está acontecendo.

    Super beijo!
    Kimura.

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  3. Jacob e queridos MR73,
    Considero a Panela um dos objetos mais importantes da nossa vida.
    Vivemos com e entre elas, direta ou indiretamente, durante toda a nossa existência.
    Não temos como escapar: são elas que recebem e preparam o nosso alimento, nos fazendo fortes para a vida.

    E a particularidade dessa agora denominada PANELINHA, é que ela é SEM TAMPA!
    À espera de ingredientes, temperos, componentes, pitadas de pimenta ou açafrão, coentro ou manjericão.

    Por isso me sinto bem à vontade de mergulhar nessa panelinha sempre que eu estiver com fome de alegria, amor, amizade, parceria.
    Sei que dela sairei temperada, alimentada, revigorada, e com muita história para contar.
    E viva a PANELINHA SEM TAMPA!

    É só acender o fogo e mergulhar que ela vira um PANELÃO!
    Beijos a todos!
    PRE-PA-RAAAA!!!!

    Christina Trevisan

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